A estreia da Vivo Keyd Stars (VKS) no novo split ainda é acompanhada por uma grande dose de desconfiança da comunidade. Após uma reformulação significativa no elenco e na comissão técnica, muitos torcedores colocam a equipe fora da disputa pelo título. Para Disamis, no entanto, essa percepção pode mudar rapidamente dentro do campeonato.

Em entrevista, o suporte afirmou entender os motivos que levam parte do público a questionar a força da nova lineup, mas garantiu que o grupo acredita no próprio potencial.

“Eu consigo entender porque a galera está falando isso. Mas acho que a gente só tem a provar o contrário para essas pessoas. Acho que a gente é um time seriamente bem bom e tem tudo para evoluir durante o campeonato.”

Segundo o jogador, a desconfiança é resultado tanto da reformulação da equipe quanto da chegada de atletas ainda pouco conhecidos do grande público. Scamber e Ecasas vieram do Academy, enquanto Gesto construiu sua carreira recente na Europa.

“Além de terem saído várias pessoas do time, o Scamber e o Ecasas estavam jogando o Academy, o que às vezes não passa tanta confiança. Tem o Gesto também, que as pessoas não conhecem. Acho que tudo isso faz a galera duvidar.”

Confiança na evolução do elenco

Questionado sobre o desempenho do novo companheiro de equipe, Disamis fez questão de destacar a postura de Gesto, elogiando principalmente sua disposição para evoluir.

Para o veterano, essa característica costuma ser um diferencial entre jogadores de alto nível.

“Ele é um bom jogador mecanicamente e a principal coisa é que está disposto a melhorar. Dos jogadores muito bons com quem joguei, todos estavam sempre buscando evoluir.”

Meta favorece o suporte

Enquanto diversos jogadores ainda tentam se adaptar ao atual meta de APCs na rota inferior, Disamis acredita que o cenário beneficia diretamente sua função.

Segundo ele, a presença de magos no bot permite que o suporte tenha mais liberdade para se movimentar pelo mapa ao lado do caçador.

“Nesse meta o suporte tem mais liberdade. Como tem muito mago no bot, ele consegue jogar sozinho limpando a wave, e isso permite ao suporte andar junto com o jungler muito mais fácil.”

O jogador também revelou que Gesto já demonstra conforto utilizando esse estilo de campeões e que a equipe vem ampliando sua variedade de escolhas.

Mudanças na comissão técnica

Outro tema abordado foi a saída do antigo head coach, Steil. Disamis acredita que a mudança aconteceu por uma combinação de fatores, incluindo desgaste após dois anos e meio de trabalho e os resultados abaixo do esperado.

“Foi um pouco de tudo. Teve a questão do desgaste, do desempenho do time e muitas coisas acabavam pesando nas costas dele.”

Ao falar sobre Smiley, que passou a integrar a comissão técnica, o suporte demonstrou bastante confiança.

Segundo Disamis, além do conhecimento de jogo, o treinador possui uma boa capacidade de gestão de grupo.

Papel de liderança

Como atleta mais experiente da atual lineup, Disamis assumiu naturalmente uma posição de liderança dentro da VKS. Ele afirma estar confortável com essa responsabilidade e acredita que a confiança dos companheiros tem sido fundamental para seu desempenho.

“Estou me sentindo bem confortável jogando e puxando mais as calls. Todo mundo confia bastante em mim dentro e fora do jogo, e isso me dá muito mais confiança.”

Sinergia entre mid e jungle

Apesar de avaliar positivamente a dupla de meio e selva da equipe, Disamis admite que ainda existem detalhes a serem ajustados, principalmente relacionados ao posicionamento e ao respeito pelos momentos de pressão do adversário.

Mesmo assim, o jogador acredita que a VKS possui uma das melhores duplas da liga nessa função.

Objetivo é voltar ao Mundial

Depois de um primeiro split abaixo das expectativas, Disamis afirmou que a classificação para o Mundial é o principal objetivo da equipe.

O suporte demonstrou confiança de que a VKS pode chegar à final e conquistar uma das vagas internacionais.

“Tenho muita confiança que vamos conseguir ir para o Mundial. Como agora chegando na final você já garante a vaga, vejo que nossas chances são grandes.”

Para ele, disputar novamente o torneio internacional teria um significado especial, tanto pela oportunidade de enfrentar os melhores jogadores do mundo quanto por representar uma resposta após um início de temporada complicado.

“Se a gente fosse para o Mundial e ganhasse o campeonato, seria uma forma de provarmos nosso valor novamente. Jogar um Mundial é a melhor coisa que tem para um jogador.”

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