Mid laner destaca melhora gradual no split, comenta ausência de suporte psicológico na equipe e reforça confiança nos playoffs
A Leviatan segue em busca de consistência no campeonato, e, para Enga, um dos principais fatores que explicam os altos e baixos da equipe vai além do jogo em si. Em entrevista após a partida, o mid laner apontou o aspecto psicológico como determinante para seu desempenho — especialmente no palco.
Segundo o jogador, o início de splits tem seguido um padrão semelhante: dificuldades nas primeiras semanas, seguidas de uma evolução progressiva à medida que recupera confiança no stage.
“No início do split passado, eu estava jogando muito mal. Não me sentia confortável, principalmente no palco. Nos treinos eu jogava bem, mas no stage era diferente. Depois fui melhorando bastante”, afirmou. “Agora está acontecendo algo parecido: comecei mais ou menos e estou melhorando de novo.”
Apesar de reconhecer a qualidade da estrutura oferecida pela competição, Enga acredita que a questão mental ainda é o principal obstáculo.
“Acho que é mais psicológico. Não encontro outro motivo. O stage é bom, a cadeira é boa, está tudo certo”, completou.
Sem suporte psicológico e adaptação ao alto nível
Durante a entrevista, o jogador também revelou que a Leviatan não conta, atualmente, com suporte psicológico para os atletas. Ele próprio também não realiza acompanhamento individual, embora reconheça que poderia ser necessário.
A adaptação ao alto nível competitivo, segundo Enga, foi outro desafio importante no início da sua trajetória. O contato frequente com jogadores internacionais, especialmente em treinos, acelerou seu desenvolvimento.
“No começo foi muito difícil treinar contra jogadores muito bons, coreanos, gente de fora. Mas, com o tempo, você aprende, pega conhecimento e começa a entender o jogo deles. Hoje está bem mais fácil competir”, explicou.
Meta dita estilo de jogo e liderança fica com Snaker
Sobre o funcionamento interno da equipe, Enga destacou que o estilo de jogo atual da Leviatan não é fruto de uma decisão estratégica isolada, mas sim uma resposta direta ao meta competitivo.
“O jogo hoje exige muitas lutas por objetivos, então acaba ficando mais centralizado no mid. Não mudou tanto do que já era antes”, afirmou.
Em relação à liderança, o jogador apontou Snaker como principal referência dentro do time, citando sua experiência internacional como diferencial.
“Eu tento falar bastante, mas o Snaker é mais líder. Ele tem mais experiência, já jogou fora. Eu ainda estou me adaptando a esse nível.”
Confiança nos playoffs e desempenho inconsistente nos treinos
Mesmo com oscilações ao longo da competição, Enga garante que a equipe mantém total confiança na classificação para os playoffs. Para ele, os resultados recentes não refletem completamente o potencial do time.
“Tivemos jogos que dava para ganhar. Contra RED, contra FURIA… foram partidas próximas. A gente confia muito na nossa mecânica e no nosso nível”, disse.
Nos treinos, o cenário também é marcado por contrastes. A Leviatan apresenta um retrospecto positivo contra equipes de ponta, como a LOUD, mas enfrenta dificuldades contra adversários inesperados.
“Contra a LOUD estamos melhores nos treinos. Contra a paiN é mais equilibrado, uns 60/40. Mas já perdemos para times de Tier 2, como a Estral, que é muito forte”, revelou.
Esse conhecimento prévio, segundo ele, foi determinante para decisões estratégicas recentes, como a escolha de deixar a Seraphine aberta em jogo.
“Estávamos confiantes porque conhecemos bem eles dos treinos. Isso facilita muito a leitura, mas ainda cometemos erros que precisamos ajustar.”
Entre o potencial e a execução
A fala de Enga evidencia um momento de transição da Leviatan: um time que demonstra alto nível mecânico e bons resultados em treinos, mas que ainda busca consistência em partidas oficiais.
Com a confiança mantida e margem clara para evolução, especialmente no aspecto mental, a equipe segue como uma candidata competitiva na disputa por uma vaga nos playoffs.






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