A Leviatán iniciou o novo split buscando deixar para trás uma primeira metade de temporada abaixo das expectativas. Após a estreia, o topo da equipe, Devost, comentou os principais desafios enfrentados pelo elenco, desde problemas na execução das estratégias de early game até a evolução do ambiente interno e da nova bot lane.

Segundo o jogador, apesar do resultado, o time acredita que está em um caminho melhor do que no split anterior.

Draft seguiu o planejamento

Questionado sobre as escolhas da segunda partida, Devost explicou que o draft foi montado para responder às escolhas do adversário. A ideia era utilizar Anivia como resposta à Cassiopeia, enquanto a Tristana surgiu por iniciativa do atirador Strange, que demonstrou confiança no campeão.

“A gente tinha um bom plano de draft e dano suficiente para lidar com o K’Sante. O problema foi que não tínhamos um plano tão bom para saber exatamente o que fazer desde o early game.”

Problema está na execução do plano

DIVULGAÇÃO / RIOT GAMES

Um dos principais temas da entrevista foi a dificuldade da Leviatán em responder aos invades de nível 1 realizados pelos adversários.

De acordo com Devost, o problema não está na preparação da comissão técnica, mas sim na execução durante a partida. O jogador revelou que os treinadores frequentemente antecipam esse tipo de movimentação, mas a equipe acaba abandonando o planejamento e improvisando dentro do jogo.

“Os coaches passam o plano de visão level 1, mas às vezes a gente esquece e começa a improvisar. Isso faz o Book perder informação, perder tempo e acaba deixando o mapa muito difícil de jogar.”

Para ele, a solução passa por manter a disciplina e seguir o plano estabelecido antes da partida.

Nova bot lane ganha confiança

A Leviatán também promoveu mudanças na rota inferior para este split. Apesar da pouca experiência da dupla no palco brasileiro, Devost acredita que a adaptação tem acontecido rapidamente.

O jogador reconheceu que houve nervosismo na estreia, mas destacou a evolução apresentada já na segunda partida.

“No primeiro jogo eles estavam um pouco nervosos, mas depois já jogaram melhor. Eles já tinham jogado juntos antes e isso ajuda bastante.”

Além disso, ele elogiou o desempenho de Strange e afirmou que a nova bot lane vem contribuindo positivamente para o funcionamento da equipe.

Trabalho mental virou prioridade

Depois de acumular duas campanhas frustrantes, a Leviatán decidiu dar mais atenção ao aspecto psicológico da equipe.

Segundo Devost, a mudança aconteceu de forma coletiva, baseada nas experiências negativas dos últimos splits, quando o time sofria para reagir durante as partidas.

“A gente já teve dois splits com um mental muito ruim e percebeu que isso não funciona. Ainda tiltamos às vezes, como qualquer jogador, mas estamos trabalhando para que isso não passe do normal.”

O topo acredita que o perfil dos novos jogadores também contribui para um ambiente mais saudável, já que o grupo demonstra disposição para aprender e evoluir.

Comunicação ainda pode evoluir

Outro ponto citado por Devost foi a comunicação da equipe, especialmente nas movimentações de nível 1.

Apesar de considerar que a comunicação entre os jogadores existe, ele admite que ainda falta consistência para executar as decisões durante a partida.

“A gente conversa, mas às vezes esquece de comunicar algumas coisas no meio do jogo. Temos uma boa comunicação, mas ainda podemos melhorar.”

Treinos mais organizados aumentam confiança

Além das mudanças dentro do jogo, Devost destacou uma evolução na rotina de treinamentos da Leviatán.

Segundo ele, a equipe passou a trabalhar de maneira mais organizada após o período de pausa, criando uma rotina que fortaleceu a sinergia entre os jogadores.

“Agora a gente é mais organizado, tem uma rotina e faz mais coisas junto. Isso ajuda muito na sinergia do time.”

O jogador revelou ainda que, apesar de uma semana recente abaixo do esperado, o desempenho nos treinos tem sido positivo e a equipe vem conquistando bons resultados nas scrims, aumentando a confiança para o restante do split.

Para Devost, o novo ambiente de trabalho e a evolução do aspecto mental são fatores que podem fazer a Leviatán deixar para trás os problemas das últimas campanhas e voltar a competir por posições mais altas na tabela.

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